Dilúvio...
...
Seja o que for...
as lágrimas se resumem
a uma cruel tempestade
Gerar link
Facebook
X
Pinterest
E-mail
Outros aplicativos
Comentários
Postagens mais visitadas deste blog
Numa mata fechada tão qualquer como as demais vivia um tigre branco imponente sagaz impetuoso e menos qualquer que muitos outros estimado e querido porém recluso sem qualquer justificativa manifesta Num dia que poderia ser tão qualquer como vários fato insólito houve de acontecer andava o tigre distintamente e do alto muito alto uma coisinha caiu e apesar de coisinha fez um ruído forte e desagradável deixando o lindo animal curioso Então lá foi a garbosa fera investigar A tal coisinha barulhenta era algo sem graça tão sem graça que nem mereceria descrição mas precisamos fazê-lo Era um passarinho miúdo cinza desbotado sem graça mesmo não serviria nem para refeição do magnífico felino que o observava O tigre haveria de deixar aquela coisinha pra lá, mas não... Tal qual fazia seu observador o passarinho também o fitava e ia se aproximando até chegar bem pertinho e ver os olhos opacos do tigre e diante desses olhos...
Clamando desesperadamente pela solideza que tanto me acolhia ao meu consorte emproado cedo a honraria que de fato nunca me pertenceu E o tal sorriso subversivo mais perturbador ficou E ontológica se fez a alegoria que meu consorte caprichosamente produziu mas a esfinge permanece e flutua navega sobre os rompantes e desvirtua qualquer calmaria Mas já não importa resta a este ser prostrado ir fechando sua chaga aberta alcançar a lucidez antes reinante voltar ao chão seguro Sorria, meu caro consorte desatravanco ferido teu caminho e nas palavras de meu amigo Mário me apoio apressem-se logo aqueles que passarão pois eu passarinho e mesmo com as asas fragilizadas eu plano E de cima verei radiante meu consorte emproado e talvez lá embaixo, o sorriso enigmático a mim se faça transparente De qualquer modo, uma vez no céu que somente ventos fortes mas instáveis me afrontem que pedras duras não me alcancem mas caso o façam, que eu jamais me acovarde pela pedra no meio do caminho, pois é o ca...
Sempre fora a ave de rapina mais nobre dos ares a belíssima águia esbelta contemplada por qualquer ser voador cultuada por todos os animais da mata fechada que o céu cobria suas garras douradas inspirando temor mas também a beleza do coração mais áureo que nenhum outro bicho poderia possuir Voando um dia, tão alto como sempre gostara a águia pressentiu pelos ventos que alguma coisa nova estava pra acontecer e essa sensação a acompanhou por um período considerável O que seria? Os ventos sussurravam nos seus ouvidos mas não dava para entender Já quase desistindo de desvendar seu enigma a ave formidável sente um sopro incômodo o qual originava-se de determinada direção após o sopro, um piado agudo e irritante que vinha da copa de uma árvore bem alta Seguindo o rumo do som esganiçado a águia visualiza num galho uma coisa cinza, miúda, sem graça e feia um passarinho desesperado como se estivesse desgarrado de algum bando Poderia jantar aquele...
Comentários
Postar um comentário