Ao meu redor
há jardins
lindos e coloridos
cheirosos
doces
Eu, como ilustre jardineiro
respeitado que o serei
também farei
o meu redor
mais belo
e encantador
Tenho em mãos
uma semente
a primeira
Tenho aos meus pés
um canteiro
o meu
Vou plantar
esperando
que minha semente
se torne uma flor
azul celeste
com folhas douradas
E planto
aguardo
Ela nasce
eu vejo
Verde?!
Uma folhinha verde
começou a brotar
A semente
desobedeceu a mim
Podei-a
Quem sabe
um solo
frio e mais úmido
realize o que quero
Replanto
espero
E renasce
Não creio...
A folhinha
comum...
Por quê?!
Podei-a
Terra seca
gélida
me sirva
A semente
planto
aguardo...
Me surge
ela
Não!
Como?!
Podei-a
Replanto-a
em solo
quente
vermelho
Aguardo-a
Por quê?!
Me persegue,
verde folhinha?
Não compreende
o incômodo
de sua presença?
Podei-a
Terra quente
seca
árida
ardente
Planto
espero
dias
noites
chuva
Sol
Lua
Impaciência
A semente não germina
desenterro-a
...
E ela está
dura
com espinho
sem cor
mal cheiro
Pobre semente
Pobre de mim...
Com que coragem
ousei tratá-la assim?
Que fracassado sou!
Como pude?
Como posso,
semente,
curá-la?
Que fracasso cometi!
E agora
magoados
choramos
nós dois
Culpado
eu o sou
ardendo-me
Não!
Me desculpe
Venha outra vez!
Nascer...
Salve-me
Ampare-me
Eu lhe imploro!
Uma lágrima chama
e procura
um verde
sob os espinhos
ele vem...
ele vem...
e me acolhe
abraça
A semente
a enterro
outra vez...
Espero
calmo
ansioso
envergonhado
arrependido
semanas
noites...
E germina
a folhinha...
Verde?
Verde.
Mais sementes
eu planto
elas nascem
crescem
Verdes
Flores laranjas
como desejam o ser
mas algumas
crescem douradas
flores azuis celestes
Eu sorrio
Meu jardim
me orgulha
me satisfaz
No entanto
nesse jardim
verde
laranja
dourado
azul
aquela plantinha
pequenina
escondida
é especial...
porque ela me trouxe
muito mais que
sua singela e sutil beleza
que tanto tentei sufocar.
há jardins
lindos e coloridos
cheirosos
doces
Eu, como ilustre jardineiro
respeitado que o serei
também farei
o meu redor
mais belo
e encantador
Tenho em mãos
uma semente
a primeira
Tenho aos meus pés
um canteiro
o meu
Vou plantar
esperando
que minha semente
se torne uma flor
azul celeste
com folhas douradas
E planto
aguardo
Ela nasce
eu vejo
Verde?!
Uma folhinha verde
começou a brotar
A semente
desobedeceu a mim
Podei-a
Quem sabe
um solo
frio e mais úmido
realize o que quero
Replanto
espero
E renasce
Não creio...
A folhinha
comum...
Por quê?!
Podei-a
Terra seca
gélida
me sirva
A semente
planto
aguardo...
Me surge
ela
Não!
Como?!
Podei-a
Replanto-a
em solo
quente
vermelho
Aguardo-a
Por quê?!
Me persegue,
verde folhinha?
Não compreende
o incômodo
de sua presença?
Podei-a
Terra quente
seca
árida
ardente
Planto
espero
dias
noites
chuva
Sol
Lua
Impaciência
A semente não germina
desenterro-a
...
E ela está
dura
com espinho
sem cor
mal cheiro
Pobre semente
Pobre de mim...
Com que coragem
ousei tratá-la assim?
Que fracassado sou!
Como pude?
Como posso,
semente,
curá-la?
Que fracasso cometi!
E agora
magoados
choramos
nós dois
Culpado
eu o sou
ardendo-me
Não!
Me desculpe
Venha outra vez!
Nascer...
Salve-me
Ampare-me
Eu lhe imploro!
Uma lágrima chama
e procura
um verde
sob os espinhos
ele vem...
ele vem...
e me acolhe
abraça
A semente
a enterro
outra vez...
Espero
calmo
ansioso
envergonhado
arrependido
semanas
noites...
E germina
a folhinha...
Verde?
Verde.
Mais sementes
eu planto
elas nascem
crescem
Verdes
Flores laranjas
como desejam o ser
mas algumas
crescem douradas
flores azuis celestes
Eu sorrio
Meu jardim
me orgulha
me satisfaz
No entanto
nesse jardim
verde
laranja
dourado
azul
aquela plantinha
pequenina
escondida
é especial...
porque ela me trouxe
muito mais que
sua singela e sutil beleza
que tanto tentei sufocar.
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